A falta de harmonização na nomenclatura de polimorfos
O polimorfismo vem sendo investigado com mais ênfase nas últimas décadas. Entretanto, o seu estudo tem sido dificultado pela falta de harmonização na nomenclatura de polimorfos.
Diversos textos expandem o conceito de polimorfismo e aceitam como polimorfos diversos estados sólidos de uma substância, inclusive os sólidos amorfos. Apesar desta abordagem não estar em consonância com a definição formal de polimorfismo, ela é aceita pelo setor farmacêutico. Além desta divergência conceitual, também não é raro encontrar na literatura o mesmo estado sólido de uma substância sendo identificado por dois ou mais nomes distintos.
Do ponto de vista científico, os polimorfos sempre deveriam ser identificados a partir dos seus dados cristalográficos. Mas a velocidade requerida nos trabalhos de P&D muitas vezes impossibilitam esta abordagem. Aliado a esta dinâmica, a expansão da definição formal de polimorfismo pelo setor farmacêutico dificulta ainda mais a harmonização do tema em questão.
Por isso, os profissionais que se dedicam ao estudo do polimorfismo sempre devem avaliar de forma crítica toda a literatura disponível. Apenas desta forma, será possível minimizar identificações erradas dos sólidos estudados e conclusões equivocadas a respeito de suas características.
Para facilitar a disseminação dessa informação na comunidade técnico-científica brasileira e tentar minimizar os efeitos do problema em questão, apresentou-se no Simpósio Latino Americano de Polimorfismo e Cristalização em Fármacos e Medicamentos (LAPOLC 2007) o trabalho "A falta de harmonização na nomenclatura de polimorfos: uma dificuldade para o setor farmacêutico" (Altivo Pitaluga Jr e Rafael Cardoso Seiceira).




